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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Vespa Mamute - Megascolia maculata

Uma enorme vespa dum tamanho que eu acho que nunca tinha visto tomava banho na flor da alcachofra. Podia-se confundir com uma vespa asiática, por causa do tamanho, mas a vespa velutina é toda preta, não tem nem a cabeça amarela nem aquelas quatro grandes marcas amarelas. Trata-se da Vespa mamute, uma das maiores vespas da Europa, que, como se pode ver, até é bastante tranquila. E por ali ficou a nanhar-se no pólen da flor, pelo menos uns quinze minutos, o tempo que por ali estive a abservá-la.  



domingo, 31 de agosto de 2014

Vespas - Ninhos no chão

Não sei muito sobre a vida das vespas, mas sei que além de construírem os ninhos em favos, em sítios abrigados, fazem-nos também no solo. Por estes dias encontrei várias vespas, não sei se seriam rainhas ou não, a cavar orifícios na areia do espaço das tartarugas. Impressionou-me a rapidez com que o fazem. Neste caso, a vespa já tinha um buraco feito, mas como me aproximei demasiado para filmar, levantou voo, mas depois pousou e decidiu fazer um outro buraco poucos centímetros ao lado. 



Mais sobre vespas aqui no blogue:



domingo, 16 de março de 2014

Novo ano, nova casa

No ano passado as vespas mudaram de instalações para o poste de eletricidade como já tinha escrito aqui, mas entretanto abandonaram o ninho. Este ano, já anda uma senhora rainha a trabalhar avidamente numa nova casa, mas desta feita em vez de fazer o ninho agarrado a um pau das sebes, não, preferiu a própria superfície em betão do poste. Nesta primeira foto creio que é possível ver em cada célula um ovo, de onde sairão as obreiras que substituirão a rainha na construção do ninho, para esta se dedicar exclusivamente no aumento da sua prole. 






domingo, 17 de novembro de 2013

Vida selvagem caseira - Vespas predam abelhas

Para observar e tentar compreender a vida animal, não é obrigatório que nos sentemos à frente de um televisor a ver um qualquer programa de de vida selvagem. É verdade que nas nossas casas não temos a savana africana - e ainda bem! - mas é possível observar algumas coisas, ainda que numa escala mais pequena.

Estamos no outono, e neste momento poucas flores existem, tanto no monte como em minha casa. Talvez por isso se concentre um elevado número de abelhas nas flores brancas da minha nespereira. O número é tão grande que mesmo a alguns metros se ouve aquele zumbido de fundo de abelhas, e principalmente dos abelhões que debitam uns quantos decibéis acima

Nespereira em flor
Encontro também nesta altura algumas abelhas meias moribundas e até abelhões mortos no chão. No meu entender de leigo, e de quem não sabe nada de apicultura, talvez simplesmente tenham chegado ao fim da sua vida, como todos nós um dia chegaremos.

Mas isto leva-me de encontro ao que tenho visto acontecer todos os dias, que é, observar vespas a atacar abelhas no chão nas imediações da nespereira. E a minha dúvida é, se elas o fazem indiscriminadamente e têm capacidade de apanhar uma qualquer abelha saudável, ou se, à semelhança dos grandes predadores, que investem sempre as suas energias nos elementos mais fracos ou doentes das manadas.


O comportamento é sempre igual, depois de imobilizar e matar a abelha, retira-lhe a cabeça, deixando o resto do corpo abandonado. Estou em crer que só leve aquela parte específica para a alimentação da sua prole. Curiosamente o ninho de vespas que estava no poste de eletricidade em frente de minha casa e que começou a ser construído este ano foi abandonado e não mora lá nenhuma vespa.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Alarme na campainha

Não sei se é só impressão minha, mas parece-me que a vespa não é animal que reúna muita simpatia em torno de si. Ao contrário da abelha que produz mel útil ao homem, a vespa é conhecida por se aproximar indesejadamente, muitas vezes atraída pela bebida, e deixar logo as pessoas nervosas, muitas vezes esbracejando, precisamente o que não se deve fazer nessas situações. 

Mas a vespa é um inseto duplamente útil nos nossos jardins ou hortas. Por um lado porque se trata, tal como a abelha, de um polinizador, mas tão ou mais importante que isso, é ser um grande predador que pode ser muito importante no controlo natural das pragas que atacam as plantas.

As vespas gostam de viver perto do homem, e mais interessante é, gostarem até de aproveitar materiais ou construções que fazemos, como abrigos onde constroem os seus ninhos. É verdade que nem sempre escolhem os sítios mais discretos, mas já lá vamos.

No ano passado pude assistir de perto à construção de um ninho de vespas. Inicialmente uma vespa começou a construir na parte de dentro do portão, debaixo de uma barra da estrutura, mas rapidamente deve ter chegado à conclusão que a largura da barra não seria suficiente, e então resolveu recomeçar do zero noutro local. E qual foi esse sítio? Debaixo da da chapa que protege a campainha! É virado a sul, tinha o abrigo perfeito, e rapidamente meteu patas à obra!

Início da construção do ninho de vespa


É interessante que ao início é só uma vespa que começa a trabalhar. Deve ser a arquiteta-rainha ou mestre-de-obras certamente! mas aos poucos outras vespas aparecem e juntas continuam a trabalhar de forma empenhada e rapidamente os progressos são visíveis. Apesar do sítio pouco próprio eu fui deixando as senhoras trabalhar, até que a coisa começou a ficar demasiado visível, e parece que algumas pessoas que ali passavam se mostravam mais incomodados com a coisa que eu. Claro que a mim ninguém tem confiança para me dizer o que quer que seja, mas a coisa chegou aos ouvidos da minha mãe. 

É verdade que as vespas são muito nervosas, não gostam nada de movimentos bruscos, e se nos aproximamos demasiado, rapidamente uma ou duas levantam logo voo para ver o que se está a passar! Mas quem corria riscos de ser picado era eu, e não propriamente as pessoas que passam na estrada. Mas eu fui aparando as sebes, entrava e saída de casa, e nunca tive problemas, também o acordo era esse, eu deixava-as fazer a casa ali, e elas não me picavam! Por outro lado sabia perfeitamente que iria ter de retirar dali o ninho, pois não é muito agradável alguém ir tocar à campainha e não o fazer porque está ali um alarme pronto a atacar! Mas para certas visitas indesejáveis até dava jeito!

Elas começam a trabalhar na primavera e três meses depois os trabalhos já vão muito adiantados, e já estamos perante uma casa com muitas assoalhadas e bebés a caminho!



A verdade é que certo dia cheguei a casa e o ninho já lá não estava, e até tenho as minhas suspeitas de quem é que o tirou, de qualquer das formas, eu mesmo, mais dia menos dia, teria de o fazer.
Mas qual não é o meu espanto, quando, esta primavera, dou de caras de novo com uma vespa a rondar a campainha! E passado uns dias começou mesmo ali os trabalhos de nova casa! 
Achei que deveria desde logo travar a coisa, e limpei tudo, e claramente a vespa entendeu a mensagem, e foi fazer o ninho num ramo de escalonia dentro do poste de eletricidade, uns dois metros ao lado! E com vantagens inequívocas, desde logo porque têm um teto bem mais largo que as protegerá da chuva por exemplo, e por outro lado estão muito bem camufladas porque o ramo das sebes infiltrou-se por um buraco do poste e dão-lhes a ocultação perfeita do ninho.


E assim tudo está bem. Eu continuo a ter vespas a aumentar rapidamente sua prole que me ajudam a combater as pragas que atacam algumas plantas, e a vizinhança tranquila porque aparentemente não andam vespas por perto!