segunda-feira, 20 de março de 2017

Bonsai: Transplantar Piracanta

Foi há quase um ano que mostrei aqui uma piracanta em flor que tenho vindo a trabalhar como bonsai. Mas das várias piracantas que tinha, (é uma espécie que se propaga facilmente por estaca) uma em particular, num vaso de 20L, já estava com um porte interessante para colocar num vasinho de bonsai. Então vai daí e mãos à obra!




Antes do transplante estava neste vaso:


Detalhe do tronco:


Entretanto dei-lhe uma pequena poda, e veremos como vai evoluir.

sábado, 18 de março de 2017

Sebe de Heras pronta!

Pois é, em cerca de dois anos, e zero euros de investimento depois, tenho a sebe de heras pronta na frente da casa. E o resultado é este:



Estou satisfeito. Nem pensei que a coisa ficasse pronta tão rapidamente, mas como já referi, as heras parecem ser umas trepadeiras muito lentas, mas mal damos conta, já elas se abraçaram a tudo aquilo que lhes dê suporte. Relembrando a evolução da coisa:





As heras têm folha verde o ano inteiro, não são propensas a pragas, duram séculos, não é preciso regar, não são invasivas, não ocupam um metro de largura, nem dão grande trabalho de manutenção, e por isso tudo, juntando ao facto de não ter gasto qualquer dinheiro, que acho que foi uma escolha acertada, mas isso depois vê-se no futuro. 

Para quem não acompanha o blogue, relembrar que antes tinha uma sebe de escalónias, e que cortei devido aos fungos que a atacou:




quinta-feira, 16 de março de 2017

Bonsai: Reaproveitar Porta-Enxerto de Acer palmatum

Na Primavera de 2014 publiquei aqui fotografias de um Acer palmatum "Garnet" que tinha comprado dois anos antes num horto. 


Infelizmente como mostrei aqui no ano passado, a árvore acabou por morrer na sequência de um pequeno incidente, mas como que se deu um milagre e o porta-enxerto rebentou! E então, de uma espécie com folhas muito finas e rendilhadas, vermelhas, passei a ter folhas palmadas verdes. 


Quando vi o porta-enxerto rebentar, a ideia que me surgiu de imediato foi - quem sabe? - conseguir fazer ali alguma coisa a nível de bonsai. E então, resolvi já este ano passar o material que estava no vaso de 20L para um recipiente mais pequeno, no caso, mais um vaso que era da minha mãe enfeitar no cemitério.



























domingo, 12 de março de 2017

Suculentas em Flor: Aloe Variegata

Levei esta espécie lá para minha casa, porque a minha mãe queixou-se que, sempre que tinha um exemplar, já de bom tamanho e cheio de filhotes, ele acabava sempre por morrer ficando só mesmo os filhotes. Se da geada do inverno não podia ser porque ela mantém as plantas abrigadas (e se fosse por isso morreria tudo, não só a planta-mãe) então o problema só poderia residir em duas questões: excesso de água ou a terra; ou até ambos. 



Como toda a gente sabe, grande parte das suculentas acabam por morrer, porque as pessoas andam sempre de volta delas a regá-las! E as plantas suculentas (grupo onde se inserem também os catos) são plantas do deserto, ou de solos áridos e pobres!, e que muitas vezes passam muito tempo sem água. E, se há Aloes que se dão muito bem plantadas até nos nossos jardim, como, por exemplo o Aloe arborecens, outros há, como este Aloe variegata, que não gosta mesma nada de excesso de água!





















Temos sempre de ir ao encontro às necessidades das plantas. E então eu levei os aloes da minha mãe, e apliquei-lhes um tratamento de choque: coloquei-os quase só em areia! E não é que eles de imediato eles começaram a recuperar?


O Aloe variegata é mais uma suculenta originária da America do Sul, e é comummente chamado chamado de "Aloe Tigre" ou "Aloe peito de perdiz" sempre em referência às suas pintas brancas.

sábado, 11 de março de 2017

Bonsai: Transplante de Figueira

Já o deveria ter feito há algumas semanas, mas entretanto também tive de fazer uma cirurgia, da qual estou a recuperar, e mais coisas ainda ficaram por fazer. Nasceu-me uma pequena figueira no jardim, vinda provavelmente de alguma semente transportada por algum pássaro, e eu resolvi arrancá-la e colocar num recipiente, para logo decidir o que fazer. 



Eu não tenho espaço para mais árvores, muito menos para uma figueira, que é uma árvore muito grande. Então pensei em tentar torná-la, ou tentar pelo menos, em bonsai. As raízes já tinham engrossado bastante de forma natural, então, achei que já este ano deveria passar a figueira para um recipiente bem mais pequeno, limitando as raízes e tentando perceber o que posso criar a partir dali. 

Neste momento os pequenos brotos já abriram, e já se vêem pequenas folhas. Este procedimento deveria ter sido feito há semanas atrás, precisamente enquanto os brotos não abriam. Mas eu creio que não haverá grande problema pois as figueiras são árvores bastante resistentes.

Então pedi ajuda para me colocarem ali a árvore (não posso pegar em pesos) e me tirassem o recipiente plástico. E comecei tranquilamente a desfazer o torrão de raízes, e seguidamente peguei na tesoura de poda e cortei as raízes.



Posto isto ia colocar a figueira nuns recipientes plásticos de eram de marmelada,(que guardo sempre porque depois dão-me jeito) mas entretanto a minha mãe disse-me que tinha uns recipientes esmaltados que já não usa para enfeitar no cemitério e foi buscar para me mostrar. Como até já tinham um orifício eu achei que sim, que nesta fase a árvore poderia muito bem ficar ali, e tratei então de começar a colocar terra, misturada com alguma areia (não tinha areão, era o que tinha mais à à mão).


E pronto, estava o transplante feito, agora é esperar que a recupere rapidamente, e ver depois o que fazer com os novos ramos que vão crescer. Entretanto fui colocá-lo na estante dos bonsais, ao lado do ulmeiro, que entretanto está muito bonito depois do seu próprio transplante, e que juntei por estes dias um pequeno detalhe, um pouco de musgo que colei na pedra que o decorava.




quinta-feira, 9 de março de 2017

Pica-pau-malhado-grande II

Depois de almoço em casa dos meus pais. Ouço ao longe um pássaro a fazer grande barulho, e quando olho, pelas penas pretas e brancas, até pensei que pudesse ser uma poupa. Fui buscar a máquina fotográfica, que já estava com  a objetiva de 300mm montada, e só tive tempo de disparar. E só aí me apercebi que não era uma poupa, mas sim um pica-pau-malhado-grande. 

As fotografias não estão grande coisa, porque eu estava mesmo muito longe, e ainda por cima, o pássaro estava na copa de um pinheiro bastante alto, mas ainda assim dá para ver, e até tenho ideia que não será uma ave muito conhecida de grande parte das pessoas. 







 # Pica-Pau-Malhado-Grande I

quarta-feira, 8 de março de 2017

Gatos? Cuidado com os Vasos!

Desde que os meus pais foram adotados pela gata dos vizinhos, e por onde se fixou o filho (que não teve mais nenhum dono) e a quem ninguém consegue botar a mão, que comecei a reparar na propensão deles para se deitarem onde não devem! Já ontem avisei a minha mãe, que a gata se ia deitar num vaso onde tinha uns pés de uma planta suculenta (e que agora tem por cima uns paus de tojo!). Hoje, por entre as folhas do limoeiro, vislumbrei ao fundo o gato, deitado num vaso, onde tinha umas estacas de um arbusto a enraizar! Com os gatos, todo o cuidado é pouco!







terça-feira, 7 de março de 2017

Do Deserto ao Eden: Lições de Permacultura vindas de Portugal

Frequentemente são precisos os estrangeiros reconhecer aquilo que de bom se vai fazendo no nosso país, para nós próprios nos olharmos para dentro. O jornal ingês The Guardian que ainda no ano pasado deu destaque, ao facto de Portugal ter estado quatro dias, a consumir energia exclusivamente vinda de fontes renováveis (eólicas), deu hoje destaque, no seu sítio da internet, ao caso de Tamera em Odemira, onde uma pequena comunidade de trinta alemães, que para ali se mudaram em 1995, transformaram por completo o local. 

Apontado como caso de estudo, a comunidade quis ser o mais sustentável possível e decidiu cultivar a sua própria comida em vez de importá-la, mas rapidamente perceberam que precisavam de água para viverem autonomamente. 

Fotografia: Nigel Dickinson



"Quando cheguei a Tamera em 2006 as árvores estavam a morrer e os poços estavam a secar". Naquela altura, nos meses de verão, Tamera parecia um deserto com nenhuma vegetação. Contudo, nos meses de inverno havia inundações. 

Hoje, 200 pessoas de todo o mundo vivem lá. E através de práticas simples de escavação de valas e criação de espaços de retenção de água, os especialistas em ecologia de Tamera transformaram uma área à beira da desertificação e dizem que podem fazer o mesmo em qualquer parte do mundo. 

Ler artigo completo aqui.