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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Buxus e Azevinho - Diferentes Velocidades de Crescimento

No ano passado, comprei um pequeno vaso de buxus (Buxus sempervirens) que trazia quatro estacas e que, como mostrei aqui decidi separá-las e coloquei em vasos individuais. 

Passou pouco mais de um ano mas atente-se nesta coisa interessante. Uma qualquer semente de azevinho terá aterrado num dos vasos (ou já lá estaria a terra), germinou, e já está maior que o buxus!



As diferentes espécies têm diferentes velocidades de crescimento. Também há que ter em conta que, se fosse no meio natural o azevinho não teria crescido tão depressa. Mas, mesmo assim, o buxo (ou buxus, buxinho) que é uma espécie autóctone, apesar de, infelizmente, quase não existir no meio natural, é, naturalmente, uma espécie de crescimento muito lento, daí que seja muito utilizado em topiaria (esculturas) bem como em sebes rasteiras (e mais altas também), e ainda seja muito utilizado também em bonsai.



É também este crescimento muito lento que torna a aquisição do buxus mais dispendiosa.

terça-feira, 21 de março de 2017

Ida ao Horto: Mudas de Buxus para Bonsai

Domingo passado  dia do Pai, fui almoçar fora com os meus pais, e depois, na vinda para casa, acabei sugerindo uma coisa que muitos portugueses têm por hábito fazer: fazer uma visita ao horto! E uma visita a um horto pode ser sempre um perigo! Portanto, todo o cuidado é pouco! 
E é um perigo porque há sempre coisas muito bonitas por todo o lado! Não esquecer, que os hortos, compram as plantas e vendem-nas sempre na época em que estão em flor, em quando potenciam a venda. Mais, muitas vezes até se pintam as plantas, ou colocam outros artifícios para serem vendidas mais facilmente, como no caso das plantas suculentas e catos, em que até flores secas lhes espetam!

E tal como num hipermercado, em que se as pessoas não se acautelam, enchem o carrinho de coisas que nem precisam e depois só se apercebem quando vão pagar a conta num horto o problema, além da questão financeira, é outro. É comprar algo que está muito bonito, mas depois muitas vezes não se saber quais as condições que determinada planta precisa, ou quanto a planta vai crescer, ou quais as pragas a que pode estar suscetível. Portanto a dica é, saber o que se está a comprar e não comprar unicamente por impulso.

Nesta minha visita não programada, o gasto foi pequeno. Uma nota de 5€ ainda deu para receber uns cêntimos de troco. Comprei dois arbustos, um cotoneaster de variedade que ainda não tenho, e comprei um pequenino vasinho de  Buxus sempervirens


O buxus é um arbusto muito conhecido por ser usado em sebes, bordaduras e topiaria em jardins formais. Mas este vasinho que eu comprei, tinha um outro intuito: bonsai. O buxus é também  muito conhecido por ser usado em bonsai, por além de ser uma espécie que proporciona bonitos exemplares, ser também fácil de manter.

O vasinho que trouxe custou 1,90€ e era composto por quatro estacas enraizadas. Escolhi o vaso que me pareceu melhor (nos hortos também temos de saber escolher as melhores plantas) e lá o trouxe para casa, já com ideia de o multiplicar por quatro. 




Para fazermos os nossos bonsais podemos propagar as plantas por semente, por estaquia, podemos recolhe-las na natureza ou de qualquer sítio ao abandono, ou então passar num horto, ou vivieiro (que tem a vantagem de ainda ser mais barato, e trazer algum material para se trabalhar. Plantas maiores já dão para, em pouco tempo, trabalhá-las e colocá-las num vasos de bonsai. Aqui o intuito é diferente, é deixar os buxus crescer, engrossar o tronco (o buxus é de crescimento muito lente - e então depois  - quem sabe? - se não virei a ter um bonsai de buxus feito por mim? Veremos!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Jardim da Casa da Prelada

Estive na Casa da Prelada pela primeira vez este inverno, estavam as camélias em flor. Mas como o dia estava cinzento e até choviscava, acabei por não recolher quaisquer imagens. O meu principal interesse na descoberta deste local, certamente desconhecido até por muito portuenses, é o seu labirinto em buxo do século dezoito, o mais antigo da cidade, e um dos maiores da Península Ibérica.






A Casa da Prelada, residência setecentista dos Noronha e Meneses, é a maior obra de arquitetura paisagista de Nasoni (1691-1773), das muitas que se encontram no norte de Portugal. Foi em 1903, que por testamento, a Quinta da Prelada passou para a Misericórdia do Porto, e durante o século vinte a casa foi hospital, centro de recuperação e lar de terceira idade. Depois de obras de recuperação, a casa foi mobilada com várias peças vindas do acervo da Misericórdia e reabriu ao público em 2013.

A atual casa e jardins faziam parte da Quinta da Prelada, um enorme espaço, com uma alameda de camélias, até junto da Torre. Com a construção da Via de Cintura Interna a quinta ficou divida ao meio. Do alto da casa, ainda conseguimos avistar lá ao longe, a uma distância de quatrocentos metros, a tal Torre, que ficou conhecida como "Castelo". Está-se no entanto a pensar criar um túnel por baixo da VCI, permitindo aos visitantes atravessar os dois espaços.  

Mas para já, podemos dividir o atual espaço da Casa da Prelada em cinco diferentes áreas: Jardim das Tílias; O Jardim das Camélias; O Jardim dos Buxos; o Pomar; e o Labirinto.


Mapa


Atravessando o portão de acesso à casa, e que tem inequívocas semelhanças com a Fonte das Virtudes (do Jardim das Virtudes) temos o primeiro espaço, relvado e com algumas camélias junto aos muros, designado de Jardim das Tílias, mas que agora só lá podemos ver uma.




Tília

Do lado direito da casa temos o Jardim das Camélias, que no centro tem um pequeno lago. 



Jardim das Camélias

Para aceder aos seguintes espaços descemos. 



E à direita fica o Jardim dos Buxos e o Pomar, e à esquerda o Labirinto. 

No Jardim dos Buxos temos o Lago dos Cedros.

Vista do Jardim dos Buxos e Lago dos Cedros
Lago dos Cedros





Pomar de laranjeiras, tangerineiras e diospireiros

E deixei o melhor para o fim: o Labirinto. 
Infelizmente os buxos estão a ser atacados por um fungo (cylindrocladium buxicola) e fiquei até a saber, que já na Quinta da Aveleda haviam sido todos arrancados por causa do mesmo problema. Aqui, na Casa da Prelada, estão em tratamento a tentarem serem alvos, mas por todo o espaço, infelizmente, vêem-se canteiros de buxos a secar, o que é uma pena. 

No Labirinto propriamente dito, as partes verdes da planta, só mesmo por cima. E esta é uma planta que deveria estar sempre verde o ano inteiro. 

No centro do labirinto uma araucária, com cento e cinquenta anos e trinta metros de altura. 

Labirinto
Vista de dentro da Casa 


Do alto da casa podemos ver bem a dimensão da araucária e vislumbrar ao longe, depois da Via de Cintura Interna, que dividiu a Quinta da Prelada ao meio, a tal Torre, que ficou conhecida como Castelo. 
Vista para a Araucária (e VCI) do topo da casa
Ao longe a Torre, conhecida como Castelo

A Casa e jardins da Prelada podem-se visitar gratuitamente de segunda-feira a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00. Aos fins-de-semana está encerrado.



domingo, 11 de janeiro de 2015

Parque de São Roque

Estou em crer que o Parque de São Roque, na cidade do Porto, à semelhança, por exemplo, dos Jardins Nova Sintra e Jardim das Virtudes, é mais um espaço aprazível, com características de jardim romântico, desconhecido da maioria dos próprios portuenses. Esta minha afirmação baseia-se unicamente na afluência de pessoas que por lá vejo, quando lá me desloco, e que é pouca. E curiosamente, o Parque de São Roque, fica mesmo junto ao Estádio do Dragão, casa do maior clube de futebol da cidade, e junto também de um dos seus grandes centros comerciais, e como tal, local de grande afluência de pessoas que ali vão ver a bola ou fazer compras.

O espaço, com mais de quatro hectares, é disposto em patamares e tem duas entradas. Uma, a que eu habitualmente uso, na rua São Roque da Lameira que fica a sul no nível inferior, e a outra, virada a norte,  no patamar superior, na travessa das Antas. Entrando pela entrada da rua de São Roque da Lameira, temos de fazer o percurso sempre em subida mas depois descemos, ao passo que entrando pela travessa das Antas, descemos todos os patamares para depois ter de os subir. 

O Parque de São Roque tem vários motivos de interesse e que merecem uma visita: a casa apalaçada oitocentista de 1792; o belíssimo labirinto de Buxus sempervirens, as camélias (que estão agora em flor) o lago com a sua ponte, o espaço de recreio onde adultos e crianças podem brincar e que tem um pequeno lago com repuxos (a funcionar), a gruta; e muitos outros recantos e elementos escultóricos a descobrir sem pressa.

Entrando pelo portão da rua de São Roque da Lameira, depará-mo-nos de imediato com a casa oitocentista. Apesar do seu evidente e lamentável estado de abandono a que foi deixada por parte da Câmara Municipal, que adquiriu o espaço em 1979 à família Cálem, ainda assim permite admirar a riqueza dos seus pormenores. 

Passamos o portão em ferro da rua, e temos uma escadaria em empedrado, ladeada por canteiros com camélias (ou japoneiras) e podemos então começar por ver a casa e o espaço ao seu redor:



Camélia em flor


Anno de 1792


Pormenor dos beirais
Pormenor das grades nas janelas do rés-do-chão



Detalhe do pavimento do chão

Vinha virgem em destaque no outono






Nas traseiras da casa destaca-se uma estrutura em betão, simulando troncos de árvores, assente em cima de uma gruta e de um pequeno lago.




 Planta-jade (Crassula ovata)



Um outro espaço delimitado que encontramos a seguir, é uma zona povoada de camélias, com um imponente chafariz no centro, e bancos debaixo de uma estrutura com uma trepadeira, que agora de inverno se encontra caduca, permitindo assim apanhar alguns raios de sol. Ao fundo um tanque com alguns peixes. 









Acer palmatum despido

Ao fundo, uma parede cheia de heras e outras trepadeiras, que da última vez que lá estive, já invadiam completamente, uma estrutura que embelezava o tanque onde se viam alguns peixes.




Seguindo a visita sempre a subir, encontramos outro do ex-líbris do Parque de São Roque: o Labirinto.


Labirinto de Buxus sempervirens



Continuando a subir, encontramos um espaço amplo, com um lago com repuxos e uma área infantil. 





Numa vista superior, temos uma panorâmica para este espaço recreativo bem como para o labirinto.


Continuando pela estrada do parque, subindo escadas e caminhos, vamos chegando aos pontos de interesse a norte, o lago e a ponte por onde se passeiam patos, e outros habitantes, e também uma estrutura onde estão plantadas trepadeiras, em que a ideia é que subam e a tapem totalmente, 



A ponte do lago, com receção à porta!



Nesta zona do lago podemos encontrar alguns habitantes, como patos, gaivotas, pombas, gatos, gaios,  melros, e se não virmos, poderemos sempre ouvir o pica-pau verde com o seu canto estridente muito caraterísitco. Desta última vez que lá estive, vi vários gaios a remexer na terra e musgo à procura de alimento, bem com os melros e um pica-pau verde, mas sempre muito esquivo que não consegui fotografar. 

Começando pelo gaijo que fotografei, muito ao longe, escondido atrás das árvores:

Gaio a remexer no chão

Gaivota empoleirada

Pombas nas árvores

Pombas e gaivota a aquecerem-se ao sol

Patos junto ao lago

Jovem gato a mirar-me escondido nas ervas!

Como referi, perto do lago, encontramos uma estrutura com pilares de granito e uma estrutura em ferro. Em cada pilar colocaram uma cana a servir de sustentação às trepadeiras. 




No que se refere às árvores, além das já referidas camélias, destacam-se algumas exóticas, como os imensos eucaliptos e austrálias, mas também podemos encontrar vários sobreiros.

Tronco de um imenso eucalipto

Sobreiros



Tronco do sobreiro em detalhe

Encontrei também uma árvore que ainda não identifiquei. Tem um tronco bastante atraente, e dá umas bolas um pouco maiores que o azevinho, e mais pequenas que cerejas. Recolhi uns frutos, quem sabe, depois se propaga.




Como referi no início, é um espaço aprazível, e que merece uma visita, assim como a casa merece também, sem dúvida que cuidem melhor dela. O Parque de São Roque fica mesmo junto ao Estádio do Dragão e a entrada é gratuita.


Parque São Roque visto no Google Maps