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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Jardim do Voluntariado do IPO Porto

O Jardim do Voluntariado do IPO do Porto é, para mim, o verdadeiro cemitério da minha mãe. Durante meses desloquei-me para lá todos os dias, até ao dia em que partiu. Era para aqui que, por vezes vinha comer qualquer coisa durante as visitas, e deste jardim também se avista o quarto onde permaneceu até ao fim. 

E meses depois, regressei ao IPO para as consultas de psicologia. Era assim que estava o jardim no início de Abril, com destaque para a floração da glicínia. 










segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Os Jardins, a Solidão e a Perda de Espaços Verdes na Cidade do Porto

 Excertos da reportagem do jornal Público de 18 de Fevereiro:

"Estudo realizado com mais de 600 residentes no Porto revela que viver muito perto de árvores pode ajudar a combater o isolamento. A biodiversidade também oferece um amortecedor contra a solidão.

Viver em zonas urbanas muito próximas de jardins ou bosques está associado a menores níveis de solidão, sugere um estudo liderado por investigadores portugueses. Este trabalho, publicado em Janeiro na revista científica Health & Place, envolveu mais de 600 adultos residentes no Porto e destaca a importância de criar (ou manter) espaços verdes de proximidade em regiões onde há maior concentração de idosos.

“Para cada aumento de um ponto no índice de vegetação, a pontuação média de solidão diminuiu cerca de 1,6 pontos”, lê-se no estudo. Este efeito esbate-se quando se alargam os limites de análise, o que sugere que a vegetação visível no quotidiano imediato tem um impacto emocional maior do que a natureza remota.


A presença de mais espécies de aves, répteis e anfíbios num raio de 300 a 500 metros também mostrou um efeito protector na população. Um aumento de apenas uma espécie nestes perímetros esteve associado a uma redução entre 0,5 e 0,6 pontos na escala de solidão.

Também por isso, a existência de espaços verdes próximos desempenha um papel relevante na saúde da população. “São espaços que promovem interacções sociais, actividade física e funcionam como um refúgio em termos de recuperação mental e emocional”, observa. Os jardins de proximidade também constituem, por serem mais frescos e ventilados, abrigos seguros durante ondas de calor.

A cidade do Porto oferece um caso exemplar para estudos deste género. Isto porque a quantidade de espaços verdes diminuiu ao longo das últimas décadas e os que existem não estão distribuídos de forma igual pela cidade, nota Ana Isabel Ribeiro.

A geógrafa recorda que as zonas mais desfavorecidas têm menos áreas verdes e de menor qualidade. Isso significa, na prática, maior exposição à solidão para quem já está à partida num contexto mais vulnerável. “Ter árvores, jardins e pequenas áreas verdes muito próximas de casa é essencial para promover saúde e bem-estar numa cidade envelhecida”, afirma Ana Isabel Ribeiro.

“A solidão é o resultado de vários factores, e um deles é o ambiente em que vivemos. Os espaços onde vivemos podem agravar a solidão ou podem atenuá-la. É essencial pensarmos em cidades que privilegiam interacções sociais, nomeadamente através dos espaços verdes”, conclui a médica.

A reportagem completa pode ser lida aqui. 

Esta reportagem foi também o tema do último programa "O amor é" da Antena 1 com Júlio Machado Vaz e Inês Menezes, intitulado: Podem os Jardins Combater a Solidão? 

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Jardins Abertos - Pela Primeira Vez no Porto

Pode ler-se no site Jardins Abertos:

"Pela primeira vez no Porto!

A história da cidade do Porto é também a história dos seus jardins, das ligações românticas ao rio Douro, aos desenhos contemporâneos dos novos espaços verdes e parques da cidade. Esta edição pioneira contará com cerca de seis jardins privados e institucionais muito especiais na zona central da cidade do Porto, abertos durante o dia 29 e 30 de junho para visitas livres, oficinas e visitas guiadas.

Venha descobrir os jardins do Porto"!


Quem estiver pelo Porto neste próximo fim-de-semana, aproveite.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Corvos-Marinhos na Afurada

No primeiro domingo do ano e porque o tempo assim o convidava (não tivéssemos tido uma passagem de ano com uns absurdos vinte e tal gaus), meti a bicicleta no carro, a máquina fotográfica com a lente de 300mm na mochila e fui pedalar pelas margens do rio Douro. Atravessei a Ponte Dom Luis que está em obras (e estará durante todo 2022) e agora temos que passar numa espécie de túnel muito lentamente atrás das outras pessoas e depois andei ali pelo Cais de Gaia, muito tranquilamente e fui até à Ponte da Arrábida. Mas pelo meio parei na Afurada perto dos barcos que ali estão ancorados porque alguns corvos-marinhos chamaram-me a atenção em cima de um barco. E tratei de disparar sobre eles...













quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Aeonium haworthii no Granito do Prédio António Enes Baganha

 Não raras vezes, quando tenho que me deslocar ao Hospital Santo António, na cidade do Porto, estaciono na Rua do Rorário. E assim aconteceu desta última vez. De regresso ao carro sou surpreendido com umas plantinhas no granito do segundo andar do edifício nº127, que descobri ser o Prédio António Enes Baganha desenhado por Marques da Silva, que, entre muitas outras obras, foi o arquiteto responsável pela Estação de São Bento.

Fui ao carro buscar  máquina fotográfica e, qual não é a minha surpresa, ao verificar que, de facto, as plantas cresciam unicamente no granito, e mais interessante foi ter conseguido chegar à sua identificação: Aeonium haworthii.

 A natureza não para de nos surpreender.




quinta-feira, 17 de junho de 2021

Prédio com Parede de Plantas no Porto

 A descer a rua do Bonjardim em direção à Praça Dom João I, deparo-me com esta fachada, que, sem ter visto em detalhe, me parece uma cobertura de plantas:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Exposição de Camélias do Porto 2019


Nos dias 2 e 3 de março, a Estação de Metro de São Bento transforma-se num jardim florido. O acesso é livre.

A inauguração da 24.ª edição da Exposição de Camélias do Porto está marcada para as 14,30 horas de dia 2 de março (sábado). Este ano com o tema A Camélia na Cidade, a mostra volta a apresentar em concurso várias espécies e exemplares da flor. Serão premiadas a "Melhor Camélia" e a "Melhor Camélia de Origem Portuguesa". Como habitualmente, os vencedores serão revelados logo após a abertura da exposição, numa cerimónia agendada para as 15,30 horas.

A riqueza biológica, artística e patrimonial das camélias serve também de mote para um programa com propostas de acesso livre e dirigidas a todas as idades, que inclui música, dança, teatro, um mercado e muitas oficinas.

A animação começa logo na quinta e sexta-feira que antecedem a exposição, com atividades na estação de metro mas também na estação ferroviária, nas ruas da Baixa e em outros locais da cidade.

A exposição, bem como toda a animação paralela são organizadas pela Câmara Municipal do Porto (através do Pelouro da Inovação e Ambiente) e a Associação Portuguesa das Camélias. Esta edição antecede a grande festa dos 25 anos do evento, agendada para 2020.

PROGRAMA

sábado, 29 de dezembro de 2018

Jardim Vertical Natural na Rua Mouzinho da Silveira


Fala-se agora muito em jardins verticais nas cidades e no aproveitamento dos pequenos espaços. Mas por estes dias, no Porto, deparei-me com um jardim vertical na cidade, mas natural! 
Na rua Mouzinho da Silveira, junto à Fonte Monumental e mesmo por cima do chafariz (de 1920) um imenso verde de vegetação espontânea cobre a parede granítica. E eu acredito que não seja coincidência que toda aquela vegetação esteja por cima de um chafariz.

Mas não sei o que terá acontecido pois há uns anos, podemos ver no Google Maps, que não estava assim. Tinha algum verde sim, mas não como agora com esta verdadeira cortina verde. 


O que é certo é estamos aqui na presença de um jardim vertical natural e que nem foi preciso ninguém plantá-lo! Logicamente que entretanto alguém acabará por limpar aquilo, ainda que eu até lhe ache graça. As fotografias não estão com grande qualidade (era um dia de chuva) mas quando lá passar de novo depois substituo-as por outras, melhores. 





domingo, 3 de junho de 2018

Já se Pode Subir à Torre dos Jardins do Palácio de Cristal

Durante bastante tempo a escarpa da zona envolvente à torre dos Jardins do Palácio de Cristal esteve vedada para trabalhos de consolidação. Não sei ao certo há quanto tempo os trabalhos foram concluídos, mas pude constatar ontem que o acesso já é de novo permitido porque já tudo se encontra reparado e arranjado. 

Esta torre em granito, que ficou conhecida por Torre da Marca foi mandada construir pelo rei D. João na sequência da queda do enorme pinheiro que por ali existia (mais acima creio que perto da capela Carlos Alberto) e que servia servia de orientação para os barcos que entravam na barra do Douro.

E quem agora visitar este salão nobre de visitas da cidade do Porto já pode subir à pequena torre e desfrutar da paisagem sobre o rio Douro. 





domingo, 29 de abril de 2018

Jardins de Nova Sintra Depois da Reabertura para Obras de Requalificação

Depois de cerca de dez meses fechados para obras, os Jardins de Nova Sintra reabriram ao público no passado mês de Março. Mas mais de um mês depois da reabertura as obras ainda não acabaram. Por lá passei por estes dias, pensando que já tudo estaria arranjado, mas ainda por lá andavam trabalhadores a calcetar guias dos passeios na zona da Torre, ainda se ouviam moto-serras e via-se um amontoado de ramos de árvores cortados.



O espaço está de cara lavada com passeios arranjados, novos bancos de jardim, bem como diversas estruturas também elas foram renovadas, e é notório que todas as fontes que ali estão naquele espaço, e que contam muito da história do Porto, também foram limpas. Segundo li, foram também feitas obras ao nível do sistema de rega e de iluminação. Os espaços ajardinados foram também limpos, e relembro que se apresentavam sempre bastante descuidados, cheios de cascas dos enormes eucalitpos que ali estão há muitos anos, e pude também observar que foram plantadas novas árvores, infelizmente algumas não sobreviveram ao transplante pois já encontram secas.

Passemos em revista como o espaço ficou:


Zona onde ainda decorriam trabalhos de pavimentação:


Zona envolvente ao lago cheio de nenúfares bastante florido de azáleas:









No extremo sul do parque, e já com vista privilegiada para o rio Douro, foi instalada uma estátula do artista Julião Sarmento intitulada "Self-portrait as a fountain":






A vista sobre o rio Douro:



As muitas fontes como se pode ver estão agora de cara lavada:



Novo mobiliário urbano:




Do outro lado da rua Barão de Nova Sintra está também a ser restaurado um edifício pertencente às Águas do Porto e fizeram uma ligação por ponte aérea para este edifício. Ainda desconheço que utilidade lhe será dada, talvez para uso interno das Águas do Porto. 


Esperemos que agora este espaço passe a ser mais cuidado com regularidade, e não deixado ao abandono como sempre esteve, e que as obras de requalificação não tenham sido feitas só para dar dinheiro a alguém e ficar bonito para a inauguração. A grande novidade é que os Jardins de Nova Sintra passaram a estar abertos também ao fim-de-semana e as entradas continuam a ser gratuitas.

Localização vista do Google Maps:



Antes o espaço estava assim: