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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Floresta de Aloe Arborescens


As estacas que fui cortando de Aloe arborecens de minha casa, estão agora assim no campo dos meus pais, e que parece uma autêntica floresta. Este cato ou planta suculenta, além dos óbvios efeitos decorativos, com as suas inflorescências vermelhas por alturas do Natal. está também, como é sabido, muito associado às plantas medicinais. 

Esta planta é muito procurada e usada também na fabricação de um xarope celebrizado por frades franciscanos, e que prometia curar ou prevenir o cancro. Conheci pessoas que garantem que sim, eu, ironicamente, propago muito as plantas mas nem sempre as uso, até na alimentação, muitas vezes por mero desleixo, até porque "casa de ferreiro, espeto de pau". 

Na receita desse conhecido xarope, que quem não conhece encontra facilmente na internet o download do e-book do livro "Câncer Tem Cura! Manual Que Ensina A Tratar Do Câncer E De Outras Doenças" de Frei Romano Zago (Editora Vozes) é deixada a seguinte receita que transcrevo na íntegra:

Ingredientes :

a) Meio quilo de mel de abelha (mel puro, natural); 
b) 40 a 50 ml (5 a 6 colheres) de bebida destilada (cachaça de alambique ou uísque ou conhaque); 
c) Folhas de babosa (Aloe arborescens): duas ou três ou quatro ou cinco ou mais, tantas que, em fila indiana, se aproximem de um metro de comprimento. Se, eventualmente, superassem tal medida, não se preocupe, uma vez que a babosa não é planta tóxica. Não esquecer que a babosa é o mais importante dos elementos, encontrando-se nele o princípio ativo contra o câncer. 2) 

Procedimento:

Remover os espinhos das bordas das folhas, bem como a poeira que a natureza aí pode depositar, utilizando-se de um pano limpo ou esponja. Picar as folhas, sem remover a casca, jogando-a no liquidificador, junto com o mel e o destilado escolhido. Triturar bem. Pois o preparado... estará pronto para o consumo. Não cozinhar nem filtrar. Se conservado em geladeira, envolver o frasco em embrulho escuro ou vidro de cor (âmbar). Fora da geladeira não azeda. 

Posologia (como tomar) Tomar uma colher, das de sopa, uns 10 a 20 minutos antes do café da manhã, almoço e jantar. Agitar o frasco antes de servir-se do seu conteúdo. Iniciado o tratamento, ingerir o conteúdo todo do frasco. Se o problema for câncer, terminada a primeira dose, submeter-se a exames médicos. O resultado das análises dirá a atitude cabível. Se não houve cura nem melhoras, é preciso repetir a operação, observando-se curto intervalo (três, cinco ou sete dias). Tal procedimento (de repetir a dose) deve-se tê-lo tantas vezes quantas forem necessárias para eliminar o mal. Somente após os primeiros três a quatro frascos sem o êxito desejado deve-se recorrer a uma dose dupla, ou seja, duas colheres antes das três refeições, já que temos tido casos de pessoas que, mesmo em fase terminal, com um frasco e uma colher antes de comer, conseguiram livrar-se do mal.

domingo, 20 de agosto de 2017

As Plantas não têm Olhos mas Vêem

As pessoas em geral, muitas vezes fruto de uma educação dogmática que todos tivemos, rejeitam a evolução e menosprezam as capacidades tanto de animais mas principalmente de árvores e plantas. Mas só mesmo quem não lida de perto com a natureza das plantas pode pensar que elas não estão convenientemente apetrechadas. As plantas já cá estão há muitos milhões de anos, e foi graças a elas que se reuniram condições para que, posteriormente, aparecessem os animais e muitos milhões de anos mais tarde, aparecêssemos nós. 

E não é por as plantas serem diferentes de nós, que deixam de resolver os seus problemas. E a inteligência é isso: a capacidade de resolver problemas. E as plantas conseguem-nos resolver.


Aconteceu-me uma coisa curiosa. 
Como no início do blogue mostrei, quando preciso de terra, vou muitas vezes ao monte e trago alguma em sacos. Acontece que trouxe três sacos, usei dois, e um ficou arrumado debaixo de uma árvore à espera de poder vir a ser usada. 

E o que é que eu fui encontrar por estes dias? 
Uma trepadeira, que nasceu dentro do saco - que estava amarrado! - mas que não foi o suficiente para conseguir travá-la! As trepadeiras, como sabem, estão programadas para trepar, e à partida esta trepadeira nasceu no sítio errado, estaria, pensariam muitos, condenada a morrer. 

Mas qual quê?! A trepadeira que não tem olhos, mas conseguiu muito facilmente, encontrar o pequeníssimo orifício deixado pelo fio que atava o saco, atravessou-o e continuou a crescer como se nada fosse. 

As plantas não têm cérebro mas têm memória. Não têm coração mas sentem. E não têm olhos mas vêem.