terça-feira, 22 de dezembro de 2020

O Sapo e Joaninha Bucólica

 Chego a casa e vejo um sapo a passear-se em frente do portão. Oportunidade para sacar da Joaninha-Bucólica do saco e tirar mais umas fotografias com bichos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Salamandra ao Cair da Noite

Caía a noite, quando vi uma salamandra que estava no chão molhado. Uma grande oportunidade para a fotografar com a minha Joaninha-Bucólica!!


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

E Se Eu Transformasse o Terreno Vizinho num Bosque Autóctone?

 O dia 23 de Novembro é o Dia da Floresta Autóctone, criado para lembrar que, na Península Ibérica, é a partir desta data que podemos começar a fazer plantações, isto por oposição ao 21 de Março criado nos países nórdicos, e se nessa altura plantarmos árvores, como se fazia nos meus tempos de criança de escola corremos sérios riscos que elas morram porque as temperaturas já estão de elevadas "março marçagão, de manhã inverno de tarde verão". Em Portugal é no fim do Outono, nesta altura, a melhor época para plantações e então lembrei-me de plantar duas árvores no terreno vizinho. 

Quando este fim-de-semana fiz um tweet sobre isso mesmo, dezenas de pessoas aplaudiram e incentivaram, ainda que uma pessoa desaprovou lembrando que um terreno mesmo ao abandono terá dono e que ainda poderei vir a ter problemas com isso. 

Eu devo confessar que não estou minimamente preocupado com isso. Pelo contrário, acho que quem terrenos ao abandono sem os limpar é que se deveria preocupar. Este terreno que falo é o terreno contíguo ao terreno de minha casa. Quando a restaurei e fiz o muro que separava os terrenos o antigo dono, um senhor dos seus oitenta anos, ainda lá esteve a confirmar que eu estava a construir o muro no sítio certo. Depois disso, e se calhar já lá vão uns quinze anos, nunca mais soube nada dele. Entretanto há coisa de uns oito anos por ali apareceu um senhor, que chegou a deixar por lá uma bicicleta e algumas ferramentas, e ao que parece sofria de problemas mentais. Vendeu a madeira dos eucaliptos e depois desapareceu. As últimas notícias da vizinhança é que, ao que parece, terá sido preso. 

E então sou eu e os meus pais que fazemos a limpeza do terreno, um terreno que não é nosso. Todos os anos cortamos o mato naquele perímetro de cinquenta metros que, por lei, deve ser mantido limpo para manter as casas livres de perigo. Neste mesmo ano a EDP ou REN cortou uma enorme faixa de pinheiros e eucaliptos que já se aproximavam perigosamente dos cabelos de anta-tensão, e que depois a vizinhança se encarregou de arrastar para casa para que essa madeira seja depois usada na lareira ou churrasco.  

E eu entretanto, nos últimos dois anos, em vez de cortar tudo a eito, comecei a deixar vir carvalhos e sobreiros. E se já me tinha lembrado de plantar algumas árvores que tenho em casa, decidi-me mesmo começar a plantar algumas coisas. Comecei com um azevinho e um loureiro e plantei-os em duas covas, de antigos postes de granito que eram passados por arame farpado para delimitar uma zona de segurança à volta do tal poste das cestas que transportavam o carvão. E apesar de décadas o poste e a cerca terem sido retirados (na altura do encerramento das Minas do Pejão) a verdade é que ainda encontrei estes dois buracos que resolvi preencher com duas árvores. 

Como há já uns dois ou três anos tinha reparado que desenterraram um azevinho que nasceu por lá espontaneamente, quando teria uns 20-25cm de altura, estou perfeitamente ciente que alguém pode chegar lá ao monte, puxar o azevinho e levá-lo para casa, mas isso já não posso controlar. Provavelmente continuarei a plantar mais algumas árvores ou arbustos, gostaria também de ali plantar mais um ou dois medronheiros, e pronto, esperar e quem sabe ainda poder ver ali nascer um pequeno bosque autóctone onde até esquilos andam. 

domingo, 13 de dezembro de 2020

O Homem Abandona - A Natureza Toma Conta (23)

 Já há muito tempo que não trazia aqui um novo capítulo desta série, e então cá vai. Este é um pouco diferente do habitual mas não deixa de nos mostrar como a Natureza toma conta de tudo que o Homem abandone. Aqui no caso calçado que a vizinhança atira para o monte como se não tivéssemos contentores e ecopontos a cem metros. Lamentável mas isto ainda acontece no Portugal do século XXI. 

Limpar o Monte Sem Fazer Fogueiras

Na Primavera limpamos o monte ao lao da minha casa, porque como já contei há anos que por ali não aparece nenhum dono. Então, por causa dos incêndios, somos nós que cortamos os pinheiros-bravos e eucaliptos dentro do perímetro de risco perto da casa e cortamos também o mato. Este ano tivemos o bónus de a EDP ter cortado uma enorme fila de árvores porque já estavam demasiado altas em risco de, crescendo um pouco mais, tocarem nos fios da alta-tensão. Tudo que eram árvore debaixo da linha foram cortadas. E os vizinhos logo se apressarem e transportar essa madeira para suas casas para serem usadas para as lareiras e churrascos.


Cortamos o mato mas, ao contrário do que toda a gente aqui na aldeia faz, não lhe chegamos o fogo. Empilhamos em cima de uma zona cimentada, porque esta era zona por onde passavam as cestas que transportavam o carvão das Minas do Pejão em Castelo de Paiva para a Central da Tapada do Outeiro que fica aqui na aldeia. E neste terreno vizinho tinha um antigo poste por onde passavam essas cestas, e este cimento era a base de sustentação do poste. 

Toda a gente corta o mato e chega-lhe o fogo. Nessas alturas o fumo de todas essas fogueiras é tanto que mais parece que toda a aldeia está a ser consumida por um incêndio. E fala-se muito em aquecimento global, em libertação de CO2 mas as pessoas pouco se estão borrificando para isso. Faz-se o que é mais prático, seja fazer queima de resíduos em casa, deitar lixo que deveria ir para o contentor ou ecoponto no meio do monte ou, aqui no caso queimar tudo. 

Pois nós não queimamos a enorme quantidade de mato que cortamos, mas sim empilhamos, e, mesmo tendo sido em cima de cimento, todo aquele mato passado um ano já está quase todo decomposto, porque se irá transformar naturalmente em excelente composto orgânico. No ano passado enchemos sacos de composto. Este ano eu resolvi transportar alguns carros-de-mão para usar este mato decomposto como cobertura de solo junto das árvores. Isto tem dois benefícios, por um lado cobre o solo e impede as ervas de crescerem, por outro irá fertilizar de forma natural as árvores. 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

2020 é o Ano dos Sapos!

 Esta será a sexta publicação que faço este ano aqui no blogue sobre sapos! Cá por casa vejo-os em todo o lado e hoje foi mesmo de manhã quando saía de casa para o trabalho. Não resisti e tirei-lhe uma fotografia, porque acho que a pose insólita merece. Pena não me ter lembrado de ter colocado ao lado dele a minha joaninha-bucólica que agora anda sempre comigo na mochila!  


Sedum hirsutum em Concha



 Como já devem ter percebido, eu gosto mesmo muito deste Sedum hirsutum, planta autóctone que costumo ver frequentemente por aqui no grande Porto nas encostas das estradas. Aproveitando para espairecer um pouco no feriado, fui recolher mais uns pés para colocar no meu canteiro das suculentas porque os que já lá estavam estão a propagar-se muito bem.

Eu levo sempre comigo uma faca para fazer de espátula, e retiro da rocha toda aquela porção de terra onde a planta está agarrada. Também não acho má ideia trazer algumas pedrinhas em forma de placas e depois colocar as plantas em cima, porque se é onde elas nascem será onde melhor gostarão de estar em nossas casas. 

Com uma pequena planta acabei por colocar numa concha do mar (que veio do Algarve pelas mãos das minha mão) e fazer este pequeno arranjo.


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Tamus comnunis - Norça-preta


Esta liana de frutos vermelhos na imagem e já sem folhas, é uma planta autóctone que cada vez menos vou encontrando pelos montes. Chama-se Arrebenta-boi, Norça-preta, Boidanha, Uva-de-cão, Tamo ou Baganha, de nome cientifico Tamus comnunis. Segundo um dos meus livros de plantas medicinais, informa que é a única planta europeia aparentada com os inhames tropicais. Apesar dos pássaros, como melros e tordos ingerirem os seus frutos, estes, como o nome indica "Arrebenta-boi" são muito venenosos para nós. A planta é medicinal, usada na artrite e reumatismo.

Num grupo de jardinagem do Facebook onde partilhei a fotografia, uma senhora deixou o curioso testemunho:

"A minha bisavó fazia um remedio para o reumatismo com estas bolas, cânfora que se comprava na farmácia álcool ou água ardente, dentes de alho e pinhas de espinheira brava ficava num frasco fechado a macerar durante um mês ou dois e depois coava se e era só esfregar aquele liquido no lugar da dor, atenção que tem um cheiro horrível, mas diz quem usou que fazia bem."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Compras: Dracaena e Sansevieria

 A meio da semana aproveitei a hora de almoço e passei num horto perto do trabalho onde nunca tinha ido. Não resisti e trouxe uma Sansevieria zeylanica para oferecer à minha mãe e ainda trouxe estas duas pequenas Dracenas:



As duas Espadas-de-São-Jorge dos vasos dos lados e que já estão com este tamanho são do pequenino vaso que comprei em Ponte de Lima em 2018.