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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Picos Vernelhos

Quem vai seguindo aqui o blog, sabe que eu tenho dois "assentos de sogra" Echinocactus grusonii, um que comprei e plantei em 2020 (creio que custou 25€), em plena pandemia, e plantei outro, no ano passado, e que estava em casa da minha mãe (tinha custado 15€ há muitos mais anos), e acabei por o plantar poucas semanas antes dela morrer. Ficaram um ao lado do outro, o cato da mãe e o cato do filho. 

Entretanto tenho aqui em casa ou outro cato, uma outra bola, mas de picos vermelhos. A taça não está identificada, mas facilmente cheguei à identificação: Ferocactus pilosus, que até agora não encontrei nenhum nome comum utilizado em português. É chamado de Viznaga de cabuches (espanhol) ou em ingês Mexican fire barrel. 

O mais interessante que fiquei a saber é este cato que com este tamanho parece ir formar uma bola gigante, afinal, não cresce assim como os Assentos de Sogra e ira crescer num formato fálico, alto, até dois ou três anos, mas isto no espaço de muitos anos. 


quinta-feira, 6 de março de 2025

O Assento da Sogra da Mãe

A pandemia fez cinco anos, o mesmo tempo que passou desde que iniciei o canteiro dos catos e suculentas - que, diga-se, muito mudou entretanto - e também quase cinco anos (foi em agosto) que comprei um assento da sogra (Echinocactus grusonii) e o plantei lá no canteiro. E, apesar do crescimento lento, estando na terra até cresceu bem. 

E já há algum tempo que andava a cobiçar o assento de sogra da minha mãe, que o comprou bem pequenino, mas que, fruto dos muitos anos que tem, e apesar de estar em vaso, apresentava um tamanho já impressionante. E, de estar em vaso já há tanto tempo, suspeitava que já não teria terra para se alimentar porque até apresentava uma cor pouco saudável. 


A minha mãe acedeu e então aproveitei este fim de semana de Carnaval e transplantei-o. Comecei por o transportar num carrinho de carga porque achei que seria bem melhor do que tentar metê-lo no carro, ainda por cima é pesadíssimo e as casas distam menos de um quilómetro. 

Talvez ver alguém a passear um cato fosse insólito ou até carnavalesco, mas a viagem foi rápida e correu muito bem. Faltava só definir o local, cavar o buraco, e colocar o enorme cato pesado lá dentro. Tudo correu bem com uma exceção. Quando estava a empurrar o cato, por momentos deixei-o em pé, e ele acaba por tombar, caindo mesmo em cima do meu joelho direito, fazendo cinco ou seis furos dolorosos que provocou um inchaço bem grande. 

Pouco depois consegui colocá-lo no lugar e até acho que ficou direitinho. Acho que preciso só de alguma areia...

E estive a pensar, melhor do que dois, talvez comprar mais um... veremos!

domingo, 30 de agosto de 2020

Missão Espinhosa de Transplantar um Assento de Sogra

Chamar-se "assento de sogra" a um cato cheio de picos não creio que seja lá das coisas mais simpáticas para com as mulheres e, se calhar, mostra como, até na botânica, a nossa sociedade é patriarcal e machista. Mas adiante, passemos à missão espinhosa propriamente dita, porque isto não é tema para aqui ser debatido.

Como tinha dito comprei mais uns catos e trouxe um Echinocactus grusonii grandinho que fiquei a pensar se mudaria para um vaso maior ou se plantaria no canteiro das suculentas. Acabei mesmo, e acho que foi o que fiz melhor, plantá-lo diretamente no canteiro, que será a melhor forma dele crescer mais rápido, ainda que estejamos a falar duma espécie de crescimento muito lento.


Várias espetadelas, arranhões e sangue depois estava o Echinocactus no sítio. Como tive que retirar a grande cabeça-de-medusa para nesse sítio colocar o cato, bem como muitas outras pequenas suculentas para colocar de cada lado duas cabeça-de-medusa (para a coisa ficar simétrica) aproveitei e andei a fazer mais algumas modificações no canteiro que depois mais à frente aqui mostrarei as diferenças . 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Plantas: Primeiras Compras da Pandemia

Desde que a pandemia chegou a Portugal, no início de Março, que só neste mês de Agosto é que regressei a um horto! Seis meses depis! Saí do trabalho com uma ideia e depois lá fui dar uma vista de olhos num horto a caminho de casa, acabando por chegar a casa - como é habitual! -  com plantas que nada tinham que ver com o que tinha inicial previsto! 

Como eu gosto de catos e vi um vasinho com dois catos do mesmo tamanho, altos, a 13,40€ acabei por ceder a comprar. Acabei por separá-los (isto são cortes enraizados) e ofereci um à minha mãe e fiquei com o outro para mim. É o pequeno vaso à direita da imagem da esquerda, que coloquei junto com Euphorbia trigona rubra para se ver como cresceu de Fevereiro até agora (sensivelmente o dobro!)


E por estes dias, a caminho de Coimbra, resolvo passar num horto para dar umas vista de olhos, mas a quantidade de catos e suculentas é tanta que foquei-me logo num assento de sogra (Echinocactus grusonii) já grandinho e num outro cato, mais pequeno, de espécie Marginatocereus marginatus. E trouxe ainda mais dois Euphorbia trigona rubra, mais um para mim e outro para dar à minha mãe.



E pronto, a brincar a brincar foram quase 60€ em plantas! 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O caracol faquir

Certo dia, qual não é o meu espanto, quando dou de caras com um caracol a passear-se em cima da cama de espinhos de um Assento-de-sogra (Echinocactus grusonii)! É verdade que já os vi noutros sítios, aparentemente desconfortáveis, mas nada como as lanças deste cato, que são bem longas, duras e afiadas, mas pelos vistos, não o suficiente para um caracol!






Estas imagens provam também que ousar colocar quaisquer espécies de barreiras afiadas, com o intuito de afastar estas criaturas, serão totalmente infrutíferas, pois eles são verdadeiros faquires!