domingo, 30 de março de 2025

Este País Não Gosta de Árvores

John Muir, conhecido ambientalista, que nasceu no mesmo dia que eu mas em 1838 na Escócia e é conhecido por ser o pai dos parques nacionais dos Estados Unidos, disse a seguinte frase:


"A destruição de árvores deveria ser punida tão severamente quanto o assassinato de uma pessoa." 
(John Muir)

Na mesma semana em que ficamos a saber que Anne Hidalgo, presidente da câmara de Paris decidiu fechar 500 estradas ao trânsito, acabando com 55 mil lugares de estacionamento para transformar as ruas em jardins, em Portugal ficamos a saber que Carlos Moedas, presidente da câmara municipal de Lisboa, decidiu - sem qualquer debate público - abater os históricos jacarandás para construir um parque de estacionamento...

Enquanto um pouco por todo o mundo, os jornais de cada país fazem referência às florações da Primavera, seja na Ásia ou até nos Estados Unidos, por cá, temos esta tristeza de deitarmos abaixo árvores históricas para colocar ainda mais carros dentro das cidades. 

Cartoon de Cristina Sampaio, publicado hoje no jornal Público:


O que me surpreende no meio desta barbárie aberrante e absurda é como foi possível que a população não se tenha juntado e impedido o abate das árvores que os lisboetas dizem amar. Acho que, infelizmente, o cada um por si não nos vai levar muito longe, e isto diz muito do alheamento da população para as questões ambientais. 

domingo, 16 de março de 2025

Festival de Jardins Allariz 2024

Com alguns meses de atraso aqui deixo os jardins a concurso da edição de 2024 do Festival de Jardins de Allariz. Na verdade não fiquei muito entusiasmado com as propostas que vi e, ou é de alguma rotina ou então tenho visto poucos jardins a concurso que tenha gostado verdadeiramente. Muitas estruturas de gosto duvidoso, não sei... De qualquer forma, apesar do atraso, aqui ficam os onze jardins:



1 - TRAVESÍA ESTELAR




2- O XARDÍN DE MONET






3- A ARTE DE MALLO







4- XARDÍN CUBISTA






5 - A CUADRATURA DO CÍRCULO







6 - O XARDÍN DO REVÉS














7- A GALERÍA DE ARTE





  8 - O RECUNHO IMPRESSIONISTA








10- XEOMETRÍAS DO NILO







11- XARDÍN DE ARTE POP







Site Oficial: AQUI

quinta-feira, 6 de março de 2025

E tudo Recomeça de Novo...

O Assento da Sogra da Mãe

A pandemia fez cinco anos, o mesmo tempo que passou desde que iniciei o canteiro dos catos e suculentas - que, diga-se, muito mudou entretanto - e também quase cinco anos (foi em agosto) que comprei um assento da sogra (Echinocactus grusonii) e o plantei lá no canteiro. E, apesar do crescimento lento, estando na terra até cresceu bem. 

E já há algum tempo que andava a cobiçar o assento de sogra da minha mãe, que o comprou bem pequenino, mas que, fruto dos muitos anos que tem, e apesar de estar em vaso, apresentava um tamanho já impressionante. E, de estar em vaso já há tanto tempo, suspeitava que já não teria terra para se alimentar porque até apresentava uma cor pouco saudável. 


A minha mãe acedeu e então aproveitei este fim de semana de Carnaval e transplantei-o. Comecei por o transportar num carrinho de carga porque achei que seria bem melhor do que tentar metê-lo no carro, ainda por cima é pesadíssimo e as casas distam menos de um quilómetro. 

Talvez ver alguém a passear um cato fosse insólito ou até carnavalesco, mas a viagem foi rápida e correu muito bem. Faltava só definir o local, cavar o buraco, e colocar o enorme cato pesado lá dentro. Tudo correu bem com uma exceção. Quando estava a empurrar o cato, por momentos deixei-o em pé, e ele acaba por tombar, caindo mesmo em cima do meu joelho direito, fazendo cinco ou seis furos dolorosos que provocou um inchaço bem grande. 

Pouco depois consegui colocá-lo no lugar e até acho que ficou direitinho. Acho que preciso só de alguma areia...

E estive a pensar, melhor do que dois, talvez comprar mais um... veremos!

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Fenómeno do Entroncamento (3)

 


Mais estranho ainda do que só apresentar esta fotografia duma tangerina que apanhei da minha tangerineira no fim de semana passado é saber que quando a apanhei dois caixotes de fruta não vi nenhuma com aquela protuberância!  

# Fenómeno do Entroncamento 2

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Os Esforços da China para Preservar o Pavão-Verde

Artigo publicado no jornal chinês China Daily: 


 "Graças às suas caudas deslumbrantes, os pavões são frequentemente considerados raros e auspiciosos na cultura chinesa. Depois de enfrentarem uma diminuição populacional, o número de pavões-verdes na China duplicou nos últimos 10 anos, tendo a população crescido para mais de 820 este ano, de acordo com as estatísticas mais recentes da Administração Provincial de Florestas e Pastagens de Yunnan.

Na China, estas aves habitam exclusivamente a província de Yunnan. O condado de Shuangbai, na prefeitura autónoma Yi de Chuxiong, possui a maior população destas aves.

No mês passado, o número de pavões-verdes monitorados por câmaras de infravermelhos atingiu 430 — mais de sete vezes os 56 registados em 2015, disse Wang Sineng, diretor da Reserva Natural do Rio Dinossauro, em Shuangbai.

"De acordo com os resultados da identificação genética, os pavões-verdes na China não são completamente iguais aos de qualquer outro país", afirmou Wang.

Considerados o protótipo da fénix na tradição chinesa, os pavões-verdes têm exercido uma influência significativa na cultura do país ao longo dos últimos 2.000 anos, segundo o especialista em aves Yang Xiaojun.

"Imagens de pavões-verdes podem ser encontradas em muitas obras literárias e artísticas", disse Yang, que se reformou do Instituto de Zoologia de Kunming, em Yunnan, uma instituição pertencente à Academia Chinesa de Ciências. Por exemplo, "O Pavão Voa para Sudeste" é um famoso poema narrativo longo da Dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.).

"O pavão-comum só foi introduzido na China a partir do Sudeste Asiático na década de 1980 e é agora amplamente visto em jardins zoológicos. No entanto, durante a Dinastia Qing (1644-1911) e antes, a China tinha apenas o pavão-verde, que é uma espécie nativa", explicou Yang.

"Os pavões simbolizam auspiciosidade e nobreza, possuindo um grande significado simbólico na cultura chinesa", afirmou Wang.

Yang acrescentou: "Por isso, há uma razão especial para os chineses protegerem os pavões-verdes. Se desaparecerem, não conseguiremos mais ver a origem da fénix, um símbolo cultural, e isso seria verdadeiramente triste."

China Daily, 31 de dezembro de 2024
Por YAN DONGJIE e LI YINGQING em Chuxiong, Yunnan