domingo, 12 de novembro de 2023

Ginkgo biloba: Será que Plantei um Macho?

 Cinco meses depois de ter plantado uma Ginkgo biloba no terreno, chegamos a Outubro e ela começa a ficar toda amarelinha. Mas outras que tenho ainda não, estão ainda verdes e as próprias folhas têm um formato muito menos recortado, assemelhando-se mais aos tão falados leques.


Há Ginkgo bilobas macho e fêmeas e até, algo que pouca gente saberá que, esta espécie contemporânea dos dinossauros, tem até árvores transsexuais! É verdade! Há árvores macho que se transformam em fêmeas.

Para se ter a certeza só observando as flores ou os frutos e, só décadas depois é que temos a certeza de estar na presença de uma árvore feminina ou masculina.

Contudo, pela observação que vou fazendo, bem como pelo que fui lendo, sei que as árvores masculinas ficam com as folhas amarelas primeiro, ao passo que a fêmea, a Rainha das Virtudes no Porto, de onde recolhi as sementes, só fica totalmente verde em meados de dezembro, como fica bem ilustrado nesta fotografia:


Agora que vejo estas diferenças tão pronunciadas nem sei o que pense. Será que plantei mesmo um macho no terreno? Isso teria a vantagem de não ter que lidar com os frutos mal cheirosos, que serão muitos, e bem sei o trabalho que isso dá, porque tenho um magnório (ou nespereira) nas traseiras de casa, e os frutos caem às centenas, tenho que varrer tudo, e também são mal cheirosos e é uma chatice. 

Por outro lado, nem sei qual será mais bonita, se a que plantei com a folha mais recortada e que neste momento se apresenta amarela, ou se a que está no vaso, com a folha em leque ainda verde. Aguardemos.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

A Botânica de 97 Anos que Cuida de Plantas Raras


Margaret Bradshaw agacha-se, encharcada pelas chuvas em Widdybank Fell, Teesdale.. A botânica de 97 anos murmura nomes de plantas misteriosas enquanto vasculha o solo húmido.

Esta parte das terras altas é uma paisagem aparentemente vazia, fortemente pastada por ovelhas, mas esconde tesouros botânicos que estão aqui há mais de 10 mil anos. Algumas das plantas não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do Reino Unido e -  até Bradshaw chegar ao local - muitas estavam desaparecidas.

Bradshaw é a principal responsável de algumas das flores mais raras do país. Passou sete décadas a estudar obsessivamente a flora única de Teesdale, no norte da Inglaterra.

Nesta estação, as flores parecem joias, mas hoje parecem pequenas coleções de folhas. No entanto, isso não diminui o entusiasmo de Bradshaw e, ao descrever as plantas, ela move as mãos como se estivesse regendo uma orquestra invisível. Onde antes eram comuns na Grã-Bretanha, agora restam apenas fragmentos e 28 espécies estão ameaçadas de extinção.

“Tudo em Teesdale é único”, diz Bradshaw com orgulho  e com a autoridade de alguém que acabou de publicar um livro de 288 páginas sobre o assunto.

Flora especial: lugares, plantas e pessoas de Teesdale foi publicado como parte da série Princeton Wild Guides em fevereiro. A “Assembleia Teesdale” é celebrada porque é uma mistura de flores alpinas-árticas e espécies do sul da Europa; em nenhum outro lugar da Grã-Bretanha crescem juntos.

Agora, porém, os atributos únicos da área estão ameaçados. Bradshaw tem registado as plantas raras desde o início da década de 1950 e testemunhou grandes declínios. Os seus dados foram os primeiros a provar isso e a necessidade de fazer alguma coisa.

Bradshaw ouviu falar de Teesdale pela primeira vez quando era estudante na Universidade de Leeds, há quase 80 anos. “Isso ficou-me na cabeça”, diz ela. “Eu sabia que tinha uma flora especial.” Ela mudou-se para a área e fez doutoramento em botânica na Universidade de Durham. Após um período de 20 anos em Devon, a partir de 1980, retornou a Teesdale e descobriu que todas as plantas haviam “diminuído substancialmente”.

Desde a década de 1960, a abundância de plantas caiu em média 54%. Algumas desapareceram, como a erva-leiteira anã, que caiu 98%, e a erva-branca, que caiu 100% (agora há apenas uma planta registada). Os seus dados sugerem que este declínio “chocante” continua.

Bradshaw vê esses declínios como o desaparecimento da herança britânica. “Temos vários edifícios no país – Stonehenge, Catedral de Durham e outros; se estivessem a ruir, haveria dinheiro para o impedir, porque as pessoas diriam: ‘Não podemos deixar isso acontecer.’ As comunidades dessas flores são muito, muito mais antigas e, em alguns aspectos, são mais bonitas.”

A principal razão para o declínio destas plantas é incomum - não há ovelhas suficientes. O número de ovelhas nas colinas foi reduzido para metade até 2000, uma vez que se acreditava que as terras altas eram geralmente “sobrepastoreadas”.

Bradshaw diz que embora algumas áreas montanhosas estejam “naufragadas”, a redução do pastoreio em Teesdale tem sido devastador. A erva mais alta ofusca as flores delicadas, tirando a luz de que precisam para crescer. Ela critica critica a ideia de que uma só abordagem serve para todos os problemas da conservação (one-sizefits-all) e fala com entusiasmo sobre a renaturalização e a existência de mais árvores sempre que possível mas não onde há flores raras.

Como resultado das suas descobertas e do seu trabalho com os agricultores locais cujos animais pastam na terra, bem como com a Natural England, que a gere, o número de ovinos está a aumentar e o momento do pastoreio está a ser cuidadosamente gerido. Isto levou à recuperação parcial de algumas plantas. 

Mas surge a questão de outros factores: os efeitos dos fertilizantes artificiais; coelhos, que têm efeito próprio no pastoreio; e a crise climática, sobre a qual Bradshaw diz precisar de mais dados. “Com as alterações climáticas, tudo pode ser em vão”, diz ela.

Bradshaw está empenhada em resolver esses mistérios - e é a forma como quer viver nos seus 90 anos. Aos 93 anos, fundou o Teesdale Special Flora Research and Conservation Trust para registar plantas raras e encontrar pessoas para continuar seu trabalho no futuro. Aos 95 anos, como entusiasta equestre, fez um passeio de 90Km a cavalo por Teesdale, arrecadando 10 mil euros para o fundo. Pergunto-lhe o segredo da longevidade. “Apenas continue”, diz. “Continue assim. Não se sente e apenas veja televisão.

Um dos maiores legados de Bradshaw é o número de botânicos que ela ensinou e incentivou. Diz que fazer com que as pessoas se preocupem com Teesdale é essencial para lutar pela sua preservação.

Requer também uma compreensão do que existe lá fora: grandes áreas ainda não foram pesquisadas e o mapeamento é um trabalho lento e repetitivo. “Reconheço que estou envelhecendo e tenho tentando fazer com que mais pessoas assumam o controle e façam os registos. Eles não acreditam que não estarei aqui para sempre”, diz Bradshaw.

Apesar da tutela desta terra por Bradshaw e do amor e energia que ela dedicou para salvá-la, o futuro aqui é desconhecido.

As últimas palavras de seu livro falam sobre essa perda implacável. “Esta é a nossa herança, este conjunto único de espécies de plantas, minhas e suas”, escreve ela. “Apesar de tentar, não consegui evitar o seu declínio, agora depende de vocês.”

The Guardian / 4 de Novembro de 2023

domingo, 5 de novembro de 2023

Jardim do Paço Episcopal



Há já uns bons anos que estava para ir a Castelo Branco, especificamente para dar uma vista de olhos no Jardim do Paço Episcopal, que está classificado como monumento nacional. Nos últimos anos, por este ou aquele motivo, esse passeio foi sempre sendo adiado mas acabou por acontecer nestas férias, numa viagem em que atravessei Portugal de Aveiro a Almeida, fui até Sevilha e voltei a entrar em Portugal pelo Algarve e regressei depois pelo Alentejo.   

Cheguei junto do Jardim do Paço, que também tem o nome de Jardim de São João Baptista, por a ele ser dedicado, ao início da tarde, já o sol aparecia bem alto e de frente, tornando muito complicada a tarefa de fotografar a entrada, visto estar em contraluz com o sol pela frente.

No folheto que trouxe do Centro de Interpretação (na imagem acima) fiquei a saber que os terrenos onde está situado o jardim fazia parte "de uma vasta e complexa unidade agrária, paisagística e estética que costumava designar-se por "logradouros do Paço Episcopal de Castelo Branco" e transcrevendo:

"No século XVII, esta unidade era composta por dois olivais, uma vinha, a coelheira, o bosque, as hortas ajardinadas (atual Parque da Cidade) e o jardim propriamente dito - sendo que todo este complexo circunda - e protegia - a residência do bispo. 

O Paço serviu de residência permanente a vários bispos da Guarda e, a partir de 1771 até 1831, aos da recém criada Diocese de Castelo Branco. A partir de 1834 foram instalados vários serviços públicos no Paço e os logradouros conheceram então um abandono sem precedentes. Em 1911, como consequência da Lei da Separação do Estado da Igreja, o Jardim do Paço passa para a tutela da Câmara Municipal, por arrendamento. 

No ano seguinte, para comemorar o segundo aniversário da Implantação da República, abre as suas portas ao público no dia 5 de Outubro. Finalmente, em 1919 é comprado e passa para a propriedade municipal.

O Jardim do Paço Episcopal foi mandado construir pelo bispo da Guarda, D. João de Mendonça, cerca de 1720, depois da sua chegada de Roma, onde vivera três anos. 

Desconhece-se o paradeiro do risco primitivo (provavelmente perdido com o terramoto de 1755) bem como o autor dele. Admite-se, porém, que possa ter sido um arquiteto italiano. 

Em termos formais, o jardim divide-se em quatro espaços diferentes, mais ligados por diversos pontos de articulação e cujo elemento comum é a água: a entrada, o patamar do buxo, o jardim alagado e o plano superior. 

O Jardim do Buxo tem planta retangular e constitui o patamar principal. Divide-se em 24 talhões, limitados por sebes e banquetas de buxo, e tem implantados 5 lagos, com repuxos, em alusão às 5 chagas de Cristo. Além disso ostenta um elevado número de estátuas, organizadas por percursos iconográficos, como se o visitante tivesse diante dos olhos um autêntico compêndio material e espiritual do Mundo.


"Na escadaria monumental desfilam os monarcas da 1a e 2as dinastias, além do Conde D. Henrique. No patamar fundeiro da mesma escadaria, antes da ascensão, encontram-se os reis intrusos  (os Filipes) e o Cardeal D. Henrique, adepto da causa castelhana, em menores dimensões. Neste mesmo patamar, posicionados estrategicamente, encontram-se jogos de água - os famosos giochi à italiana, únicos no País - que surpreendem os passeantes descuidados

No lado oposto, para Poente, impõe-se outra escadaria monumental na qual desfilam os apóstolos - identificáveis, pelo símbolo do seu martírio. Ao fundo, no patamar, estão os quatro evangelistas e os animais que os identificam segundo a leitura do Apocalipse. 

Por esta escadaria alcança-se o patamar superior do jardim. Este plano constituiu uma alusão permanente à água e ao seu poder purificador. Moisés encima a cascata que jorra para o tanque grande". 















Neste final de setembro que visitei o jardim muitos asiáticos por ali andavam em grupo, armados dos seus iPhones com bastões a fotografar tudo. Mas também me cruzei com um senhor, já de idade, a cuidar do jardim e meti conversa querendo saber se não têm tido problemas com o buxo visto que aqui na zona do grande Porto estão a ser dizimados por causa dum fungo. Transmitiu-me que sim, mas que está a ser tratado e por isso apresenta aquele aspeto verde e saudável. 

sábado, 4 de novembro de 2023

Das Camélias

A camélia é a flor à imagem de uma cidade considerada, no século XIX, pelos que a visitavam, romântica (apesar da tuberculose, do tifo, da peste bubónica e das maleitas sociais que atormentavam as gentes dos lugares onde as japoneiras não medravam). Nos invernos frios e soturnos do Porto, destacavam-se as cameleiras que, por toda a parte, floresciam. Em certos bairros, nas zonas oriental ou ocidental, raro era o jardim em que as camélias não davam um toque exuberante aos lugares, caracterizando o seu espírito. Em 1890, Georges de Saint-Victor escrevia: “O Porto é a pátria das camélias. Há jardins com elas floridos nos invernos. Até nos cemitérios as há”.

E, em 1955, dizia Armando de Lucena: “Quintais e alegretes, ora interrompidos por maciços húmidos de verdura, donde emergem, em manchas alvas como a neve e rubras como o sangue, em toda a sua opulência plástica, as formosíssimas camélias (... ). São essas flores que dominam o Porto na sua paisagem de Inverno”.

Tal como a flor-de-lis era o símbolo da França, o cardo da Irlanda, a tulipa dos Países Baixos, a “rosa japónica” bem pode associar-se à cidade do Porto. Beneficiando do perfeito enquadramento no ecossistema da região, terá sido aqui plantada, pela primeira vez, no século XVI, logo conquistando a população. No início do século XX, a Quinta das Virtudes oferecia um catálogo com 606 variedades de camélias, das quais 184 com origem local. Por tudo isto, sendo as minhas flores preferidas, se eu mandasse, em jardins grandes, pequenos, nesgas, canteiros e tudo o mais, enchia o Porto de camélias. Como sua verdadeira pátria.

Das Camélias / Passeio Público / Hélder Pacheco / Jornal de Notícias (04/11/2023)

domingo, 10 de setembro de 2023

Uma Habitação para Viver e Comer


Esta é uma habitação que se pode comer. É uma casa que é também um restaurante. Na Natureza há casas e comida gratuitas para todos. E não é preciso "construir mais" plantas para os gafanhotos dormirem e se alimentarem ou até poderem irem estudar para uma universidade numa cidade longe de casa. Na Natureza está tudo em equilíbrio porque um gafanhoto não pode ter os recursos do que mais de metade de todos os gafanhotos do planeta. Na Natureza 1% dos gafanhotos não pode ter mais do que os restantes 99%. Infelizmente o mesmo não se passa com a nossa espécie, dita por muitos (e que eu tenho sérias dúvidas que assim seja) que é a espécie "inteligente"... (fotografia tirada nos últimos dias de agosto)

Bonsai Regressa dos Mortos


 Fiquei muito triste. A verdade é que não tenho andado muito em cima dos bonsais. Estão em casa dos meus pais e é mais a minha mãe que os vai regando. E chamou-me a atenção que este ulmeiro (Ulmus pavifolia) que me foi oferecido por uma namorada há 22 anos estava completamente seco. Foi um choque. 

Levei-o para minha casa e tentei um tratamento de choque. Enfiei-o dentro de uma cuba com água das tartarugas (muito rica) até deixar de borbulhar e deixei-o debaixo da laranjeira. 

Dias e dias completamente seco ali abandonado. Eu mesmo já lhe tinha feito a extrema-unção e entregado a alma ao criador. Já tinha pensado inclusive como aproveitar aquele tronco seco e fazer qualquer coisa com ele. 

Mas eis que, subitamente, regressa da morte e minúsculas novas folhas começam a brotar! É evidente que algumas partes morreram. Mas está vivo e neste momento é o que mais importa.


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Suculentas em Flor: Stapelia

Ontem tinha-a fotografado porque o botão estava tão grande que quase parecia querer explodir.  

A minha mãe tinha comprado esta Stapelia há algumas semanas que acabou por desabrochar hoje, neste dia de fortes emoções...


sábado, 12 de agosto de 2023

Festival de Jardins de Ponte de Lima 2023 - Jardins Saudáveis

 
Mais um ano, mais uma visita ao Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. Este ano o tema a concurso é Jardins Saudáveis. E são estes os jardins que estão a concurso até final de Outubro


1. Mens Sana in Corpore Sano (Portugal)

... Este jardim procura mostrar, não só, a importância dos jardins para a preservação e melhoria da saúde da população em geral, mas especialmente destacar o seu contributo em contexto hospitalar, em particular na prestação de cuidados de saúde mental, dando a conhecer o conceito de “Jardim Terapêutico”, concretizado num “Jardim Sensorial”. Aqui, as experiências ou atividades encontram-se distribuídas ao longo de um designado “circuito sensorial”, que procura de uma forma direcionada, ainda que não exclusiva, estimular os diferentes sentidos.





2. Equilíbrio Saudável (Alemanha, Áustria)

... Um lugar contemplativo que encoraja a reflexão. A saúde é fundamental para o nosso bem-estar. Aqui, o equilíbrio certo entre o stress e o relaxamento é importante. Este equilíbrio de saúde é ilustrado no Jardim Equilíbrio Saudável. O equilíbrio pode desempenhar um papel importante em muitas áreas diferentes. Quer seja a caminhar por caminhos estreitos, a empilhar pedras ou na saúde pessoal e na vida quotidiana. Manter tudo em equilíbrio é uma arte com a qual as pessoas têm lidado desde tempos imemoriais. No entanto, na natureza e na vida de cada ser humano, este equilíbrio perfeito é uma ilusão, um objetivo que nunca pode ser alcançado e uma tarefa que nunca termina. Ao entrar no jardim, o design calmo tem um efeito de desaceleração. Áreas redondas com diferentes pedras, água e gramíneas chamam a atenção do observador. Os diferentes materiais, superfícies e cores refletem diferentes situações e condições iniciais. Em coordenação uns com os outros, emerge um quadro coerente. A diversidade é reduzida ao essencial.









3. Bom Site (Espanha)

Considerando o tema da presente edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, JARDINS SAUDÁVEIS, foi projetado este jardim usando os princípios da GEOBIOLOGIA, ciência que estuda a relação entre os seres vivos e as radiações terrestres

O Planeta Terra está rodeado de uma série de redes magnéticas em que parte da energia é absorvida e outra parte devolvida à atmosfera, criando pontos onde estas radiações são mais intensas, uma rede invisível a olho nu, a que chamamos zonas geopatogénicas ou geopatias. Lugares alterados onde se detetam diferenças significativas de emissões de radiações energéticas e eletromagnéticas, sendo por isso zonas que podem chegar a afetar a saúde dos seres vivos.

Foi feito um estudo da parcela atribuída para a construção do jardim e representaram-se as principais alterações geofísicas produzidas por águas subterrâneas, falhas geológicas ou fissuras rochosas e algumas das alterações geomagnéticas formadas pela rede de Linhas Hartmann. Para isso, utilizou-se a RADIESTESIA como técnica de medição.




4. Os Nossos Jardins (Polónia)

A área inteira está dividida em 3 zonas: zona amarela, zona vermelha, zona azul. O visitante passa pelas zonas por essa ordem através dos arcos. Em cada zona, são plantadas diferentes plantas, respetivamente selecionadas por cor. Todas as áreas possuem postes com superfícies arredondadas e espelhadas, com frases: “és tão belo quanto este jardim”; “és tão belo quanto esta planta, árvore/flor, etc.”. Nos espelhos à saída, está escrito: “somos todos tão belos quanto estes jardins”; “somos todos tão belos quanto estas plantas, árvores, flores, etc.”









5. Jardim Terapêutico (Polónia)

O objetivo do projeto Jardim Terapêutico é fazer com que as pessoas lembrem a importância de cuidar da saúde mental, que muitas vezes é completamente negligenciada, uma vez que a palavra “saúde” está frequentemente associada apenas à nossa condição física. Todo o conceito do projeto é baseado na pirâmide das necessidades da saúde mental. Encorajamo-lo a entrar no jardim descalço, pois todo o caminho está revestido de pedra e relva. Isto serve para aproximar as pessoas da terapia mental natural. No jardim, existe um túnel dividido em 6 partes. Cada uma delas corresponde a um fragmento da pirâmide das necessidades da saúde mental. Passando por todo o túnel, o visitante experiência a terapia e aumenta o conhecimento sobre a terapia mental natural. Ao lado do túnel encontra-se uma mesa de madeira, sobre a qual estão plantados morangos. Os visitantes podem apreciá-los. A mesa é também um pequeno lembrete da importância de cuidar da saúde física do nosso corpo.






6. Soluções-Baseadas na Natureza para uma Vida Saudável (Portugal, China)


Esta proposta reflete um jardim que pretende contribuir para o bem-estar e saúde das pessoas, para além de proteger o ambiente, estando assente em “Soluções-Baseadas na Natureza”. Estas soluções são inspiradas e sustentadas pela natureza, trazendo benefícios ambientais, sociais e económicos, providenciando vários serviços ecossistémicos. Aumentam a capacidade da natureza para fornecer múltiplos bens e serviços, tais como: o ar limpo ou água potável. São desenvolvidas com conhecimento científico e tecnológico, e podem ser aplicadas nos edifícios, em áreas urbanas ou rurais, e à escala dos territórios, aumentando a sua resiliência às alterações climáticas e sendo multifuncionais...~





7. Pulmões Verdes (Alemanha, Áustria)

A utilização do conceito dos pulmões como elemento principal de conceção pode parecer um pouco óbvio nos nossos tempos pós-pandémicos, mas é certo que uma abordagem aparentemente simples transmite frequentemente uma mensagem igualmente clara e direta. Com o tema da pandemia e a nossa vida quotidiana desgastante, continuámos a encontrar diferentes pontos focais que nos ajudaram a apresentar uma variedade de ideias e conceitos para um jardim saudável. Um elemento recorrente no nosso processo de conceção foi a possibilidade de interagir com o que está a ser criado, uma característica fundamental da nossa abordagem. A procura de espaços exteriores calmantes e relaxantes é elevada, por isso criámos os pulmões verdes, para recordar e experienciar o valor da respiração consciente através de diferentes elementos de design.



8. O Futuro da Paisagem (Brasil)

À entrada do jardim, o visitante é recebido pela beleza do jasmim e acariciado pelas plumas do capim-zebra! Segue encantado com a floresta amazónica, representada pela exuberância das bananeiras e pelos verdes e púrpura da orelha-de-elefante.

No fim deste corredor, o visitante depara-se com a frescura do lago, que exibe espécies aquáticas do Amazonas e do Pantanal, como o lírio-branco e as cavalinhas, que adornam e mantêm as águas sempre limpas.

A pérgula é coroada com amoras e, próximo dela, encontramos um vaso com a árvore crista-de-galo.

O tapete de relva convida o visitante a sentar-se e a apreciar a paisagem da Mata Atlântica, que ainda lhe oferece a visão de um canteiro com belas estrelícias.

Em seguida vem a Caatinga, representada pela rusticidade e aspereza das suas espécies, fazendo lembrar que, embora exista vida no sertão seco e árido, é preciso cuidar da terra onde vivemos, para continuar a receber dela o mesmo carinho, que se recebe ao entrar no jardim.






9. Um Jardim Sensorial (Portugal)

O tema “Jardins Saudáveis” alude a aspetos positivos que a presença de espaços verdes tem na vida das pessoas, sem esquecer a própria saúde do espaço, vindo de uma sustentável e harmoniosa relação entre o visitante e a vegetação.

Num local onde é promovida a interação de todos os elementos, através da estimulação dos sentidos da visão, olfato, paladar e do tato, resulta não só uma experiência mais vantajosa para a saúde humana e do planeta, como também surgem oportunidades para sentir e até degustar neste jardim, sendo esse fator atribuído às diferentes variedades de frutas, vegetais e plantas aromáticas que se encontram no espaço, podendo o visitante partilhar a experiência de consumo direto da natureza...





11. Regresso às Origens (Portugal)

O “Regresso às Origens” remete-nos para o passado, mas é no futuro, que esta sua pequena caminhada se vai enquadrar!

No jardim “Regresso às Origens”, é possível caminhar e conhecer uma série de plantas comestíveis e chegar ao centro, onde encontrará o desporto à mesa. O seu percurso inicialmente em espiral, uma das geometrias mais antigas, remete para um movimento ancestral que representa, na sua essência, o movimento de todo o universo.

No momento em que vivemos, a população mundial ultrapassou os oito mil milhões de habitantes, a instabilidade bateu à porta de todos nós! É tempo de maximizar recursos. Acreditamos que o futuro está nas produções sustentáveis, aliadas a uma alimentação saudável com uma vida desportiva ativa. É de senso comum que bagas, frutos e vegetais, presentes neste jardim, são parte do caminho para uma alimentação mais saudável, menos dispendiosa energeticamente, uma vez que tratando-se de seres autotróficos, baixamos um nível trófico na nossa cadeia alimentar. Para além disso, todas estas plantas têm capacidades de fixação de carbono, contribuindo assim para a sua redução na atmosfera, tornando dessa forma também a vida de todos nós mais saudável. Adquirimos a capacidade de transformar o mundo que nos rodeia. Assim, convidamos todos a conhecer a decoração floral, com aproveitamento alimentar, sentindo os aromas das flores que podem passar do prato no chão para o prato na mesa.




12. Viva la Vida (Argentina, França)

Um jardim é terapêutico: reequilibra, reorienta, harmoniza e dá força!

Conhecendo os benefícios dos espaços verdes para a qualidade de vida e saúde do ser humano, “Viva La Vida” é um espaço para passear, descobrir e contemplar como se celebra a vida de diferentes maneiras.

Este projeto inspira-se nas Mandalas, elementos visuais equilibrantes, que simbolizam a harmonia e a unidade. Consideradas como representações gráficas do “interior” de uma pessoa, os desenhos e os seus significados variam: cada forma e cor utlizada tem um significado próprio. O amarelo é a cor da alegria e otimismo; o branco simboliza a pureza, a inocência, a simplicidade; o violeta é a cor do espiritual, simboliza misticismo, poder, romanticismo e sensualidade; o verde a esperança, o equilíbrio, a natureza, o crescimento, o rejuvenescimento e a estabilidade.

Como eixo central da composição, uma instalação em 360º com a “Árvore da vida”, que representa “o ciclo da vida”. É um símbolo de sabedoria, esperança e amor. Finalmente, as quatros estações convidam a descobrir as principais atividades e benefícios dos Jardins: divertimento, contemplação, relaxamento e sentimento de proteção/segurança.




A entrada no Festival de Jardins de Ponte de Lima tem, como sempre, o custo simbólico de 1€ e está patente até ao final de Outubro.